Google é condenada no Brasil por não seguir exemplo da China
Leia a seguinte argumentação do Tribunal de Justiça de Rondônia para condenar o Google por páginas criadas na rede social Orkut:
O TJ-RO considerou que a empresa não comprovou ter inviabilidade técnica e deficiência de pessoal para deixar de acatar a ordem e citou o exemplo da China, país onde esse tipo de controle prévio seria realizado. “Não se pretende negar vigência à previsão constitucional de livre expressão, mas tão somente garantir que outros preceitos constitucionais igualmente importantes sejam observados”, afirmou acórdão do TJ-RO.
Fonte: Conjur
Vou repetir para deixar mais claro:
"citou o exemplo da China, país onde esse tipo de controle prévio seria realizado"
Mais uma vez:
"citou o exemplo da China, país onde esse tipo de controle prévio seria realizado"
Existem várias argumentações frágeis para defender um controle tão absoluto nas informações publicadas em redes sociais mas nunca vi nada tão absurdo.
Alguém avisa aos nobres desembargadores de Rondônia a diferença entre democracia e ditadura.
Espera que piora...
Para o relator no STJ, ministro Herman Benjamin, “pode-se concordar ou discordar desse posicionamento, mas não há dúvida de que o Tribunal de Rondônia decidiu a demanda e fundamentou adequadamente seu entendimento”
O Supremo Tribunal de Justiça concorda com isso?
Desisto!
Filtrando termos na timeline do Twitter
Em certas ocasiões senti falta de um filtro nativo do Twitter para retirar mensagens que tivessem algum tipo de assunto que não me interessava (reality shows ou trânsito de SP, por exemplo). Dar um unfollow não seria adequado pelo conjunto da obra de alguns usuários.
Pesquisei e encontrei um excelente script Greasemonkey que realiza esta operação no Firefox. Para instalá-lo, siga o procedimento:
1. Baixe o Firefox se já não o tiver.
2. Instale a extensão Greasemonkey se já não a tiver.
3. Instale o script para filtro de termos no Twitter. Basta acessar a página e clicar em "Install".
Pronto. Basta acessar a página inicial e você verá um pequeno painel de controle de termos abaixo da busca.
Aproveite e me siga no Twitter: @glaydson.
PS: O Google Chrome tem agora, teoricamente, suporte nativo às extensões Greasemonkey. Contudo, este script não funcionou no meu Chrome.
Redes Sociais. Cada um no seu quadrado
Depois de muito burburinho e expectativa gerada por uma nova rede social do Google, surge então o Google Buzz dentro do Gmail.
Depois de testar por algumas horas eu me pergunto: onde é que os diretores do Google estavam com a cabeça? Tentaram convergir todas as informações para dentro de uma pasta de e-mail? Se eu abro meu ambiente de e-mail é porque quero lê-los e não me perder num mar de informações desorganizadas. Cada um no seu quadrado.
Usar o Gmail, e sua boa base de usuários, me parece ser um atitude desesperada do Google para tentar recuperar espaço perdido na Internet para serviços de sucesso como o Twitter e o Facebook. O Orkut, sua rede social, foi completamente destruída pela horda de brasileiros que invadiram e expulsaram a base estrangeira quando do seu início (praticamente na mesma época do Facebook). O Orkut falhou em alcançar um domínio mundial e ponto final (o que leva ao lado bom da não concentração de poder).
Ao misturar as informações num imenso balaio de gato o Google criou um sistema confuso e pouco aproveitável. Pra piorar muita gente integrou as contas do Reader e do Twitter o que gera um repetição das informações. Se já difícil acompanhar informações relevantes na Internet, imagine duplicadas.
Uso o Google Reader para ler as notícias compartilhadas por pessoas que selecione por seu bom senso, o Orkut para contactar pessoas próximas, o Facebook para acompanhar uns turcos malucos que descobriram minha banda, o Twitter para acompanhar informações ou me divertir e, naturalmente o Gmail - que não é rede social - para ler e-mails. Uma pessoa que fornece bom conteúdo no Reader não necessariamente produz bons textos no Twitter e vice-versa. Misturar isso não soa bem. Cada momento o usuário deve escolher o seu ambiente com o mínimo de interferência, o que naturalmente não é o caso.
O Google pegou um conceito de sucesso e complicou. O Google Wave uma ideia mais audaciosa de substituir o e-mail ficou com um grande "E aí? Como funciona?". O Google Reader estava no caminho mais adequado, em segmento específico de pessoas que sabem que RSS não são várias pessoas rindo alto.
Google, não dá pra conquistar o mundo.
O que as redes sociais podem dizer sobre você.... para criminosos
Uma das neuras que tenho na Internet é nunca publicar o nome dos meus filhos. Até digo que tenho mas não publico seus nomes, nem onde estudam, ou mesmo publico fotos com eles utilizando fardamento. Também penso 50 vezes em adicionar alguém no Orkut e restrinjo alguns álbuns para um pequeno círculo de amizades. Sim, sou neurótico.
Assim, vejo com preocupação pessoas que publicam informações demais que podem torná-las vítimas de criminosos no mundo "virtual" e real.
A mania do brasileiro utilizar comunidades do Orkut como rótulo é um farto prato para quem sabe alcançar informações com a montagem de pequenos quebra-cabeças. Imagine uma pessoa que seja torcedor de um time de futebol e participe de uma comunidade relacionada a agremiação futebolística. O que esta informação pode ser valiosa? A resposta está no desatencioso preenchimento da resposta secreta para recuperação de senhas de contas de e-mails/redes sociais. Se a pergunta é a comum "Qual time você torce?"... bingo! Lá se foi a senha de sua conta. A intricada invasão de "hackers", na imensa maioria das vezes, não passa de uma mente que monta as peças disponíveis pela vítima.
Indo para o mundo real... quem nunca recebeu um sequestro virtual afirmando que seu filho foi sequestrado? Se a vítima tem escancarado várias informações pessoais, torna a argumentação do bandido mais real. Não se engane, se celulares entram com tanta facilidade no sistema prisional brasileiro, daqui a pouco teremos bandidos com IPhone ou Android, tudo 3G.
Toda informação é valiosa. Necessário se faz que exista prudência no fornecimento de dados públicos, pensando sempre no que é possível atingir com aquilo.
Dar armas ao inimigo é o primeiro passo para inúmeras dores de cabeça no futuro.
Porque parou? Parou porque?
Tive que dar uma pausa no blog.
A gradativa redução da quantidade de textos deveu-se ao encerramento do meu curso de Direito (Yes! Bacharel) e, como acessório importante, a conclusão da minha monografia sobre Intervenção do Judiciário na Internet.
Também dediquei bastante atenção ao Twitter, Fórum do Ubuntu em língua portuguesa (onde sou administrador) e a finalização de um projeto pessoal de site de venda de imóveis em Fortaleza.
De qualquer forma, estou de volta, mesmo tendo que me concentrar na segunda fase do Exame da OAB.
PS: Outro razão é que não vi nada de interessante para escrever neste período, a não ser um texto sobre responsabilidade sobre comentários anônimos e redes sociais na Internet que escrevi no meu blog sobre Direito.