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Esqueçam o VI por favor
VI é um poderoso editor para Unix/Linux idolatrado por muitos nerds mundo afora, no qual tive o meu primeiro contato na faculdade lá pelos idos de 1994 em um laboratório Unix. O programa é muito bom... para quem tem experiência e necessite de alguns recursos e esteja disposto a aprender uma sequência de comandos para isso. Por exemplo, para você inserir algo na edição você tecla "i", para sair salvando você utiliza a lógica sequência ":wq". Para sair sem salvar ":q!". Intuitivo, não?
Não existe problema algum em utilizar o editor preferido, mas me irrita a soberba de recomendar para um usuário novato, interessado a aprender Linux que se utilize o VI sem nenhuma menção que existem editores gráficos que fazem o mesmo serviço de forma mais intuitiva e, mesmo em situações de modo texto forçado, informar a existência de outros editores modo texto mais amigáveis. E não me venha com a desculpa que VI é um editor padrão que ensinando assim o usuário poderá utilizar em qualquer situação. Se o usuário sabe o que é o VI, ele saberá substituir um comando para utilizá-lo.
Eu sou "acomodado"... se tem tanta coisa importante para aprender para que ficar decorando dezenas de comandos específicos para cada programa? Aí cai em outro problema dos novatos no Linux: muita gente acha que para usar Linux tem que ler o manual, saber compilar um arquivo .tar.gz e saber alterar o arquivo /etc/fstab. Três anos atrás, ao pedir a opinião a um amigo meu sobre qual Linux utilizar ele respondeu com desdém: "Qualquer um, hoje todo mundo instala Linux". Imagina hoje que os Linuxs rodam em CD e tem um sistema de instalação com pouquíssimas perguntas.
Eu não sei se você, caro leitor, tem idade para lembrar, mas o meu conterrâneo Chico Anysio tinha um personagem chamado Jovem que sempre escolhia a forma mais difícil com o bordão "eu sou é jovem". Entre os usuários Linux existem muuuuitos Jovens.
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3 comentários, 1 trackback
Quem já trabalhou com manutenção remota de servidores Unix/Linux/BSD sabe que o VI é imbatível para essa tarefa. Senão vejamos: i. é o único editor clean (não tem nada na tela praticamente) o suficiente pra não fazer de uma conexão ruim algo pior ainda; ii. é o único editor que não tem menus ou caixas de diálogo para acessar recursos mais avançados como busca/pesquisa, entre outras coisas; iii. mesmo sendo o mais visualmente despojado dos editores é um dos poucos que oferecem recursos como colorização do texto, auto-indentação, etc.
É claro que em um Desktop a necessidade de utilização de um editor de texto é pequena, principalmente se o usuário não for programador, mas para isso existem soluções mais adequadas, como o Gedit e o Kate por exemplo.
Acho que você tem razão quando diz que o VI é difícil, mas não creio que seja boa idéia esquece-lo. ;-)
Sempre que possível, instalo programa por pacotes .deb, autopackage ou .rpm (usando o alien, da Red Hat). Tar.gz? Acho que nunca compilei um programa, apesar de ter instalado tudo o que é necessário pra isso. Sempre que eu tento, dá algo errado. :(
O que o /etc/fstab faz?
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Taí, uma usuária Linux (há 2 anos esporadicamente, há 6 meses exclusivamente) de mais-ou-menos longa data que nunca fez nada mais "punk" em seu sistema!
Cada um utiliza a ferramenta que achar mais conveniente. A crítica vai a quem sugere o VI para usuários sem experiência. Editor modo texto eu uso o nano e o joe.
Fabiane,
/etc/fstab é o arquivo de configurações das partições, mídias e compartilhamentos. Eu também não gosto de compilar... e nunca vi o código-fonte do Linux, Firefox, OpenOffice...