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Analisando economicamente projetos web
Escrito por Glaydson LimaEu já participei de vários projetos web visando receita, entre eles uma software house, um site de comunidades virtuais (bem antes do Orkut) e uma Sex Shop Virtual (qualquer dia eu conto). A experiência e o estudo me fizeram amadurecer algumas idéias que se as tivessem antes teria tido um resultado bem melhor nestas minhas andanças pela web.
O impulso e a decisão em um piscar de olhos podem ser fundamentais em uma decisão de entrada no mercado de algum projeto, principalmente no setor de tecnologia, entretanto, uma base simples pode ser utilizada para saber se um negócio é promissor ou não. A principal teoria econômica neste sentido é a Cinco Forças de Porter, criada pelo economista americano Michael Eugene Porter. Esta abordagem concentra em cinco variáveis, o poderio de uma nova idéia, tanto no mundo real, como no virtual. Para ilustrar o pensamento, incluo uma análise de uma pequena software house de criação de sites tradicionais.
Pensa em criar um site? Um projeto web 2.0? Tente analisar os pontos segundo esta idéia.
As forças citadas por Porter são:
- Rivalidade entre competidores - Esta análise avalia como se dá a concorrência no setor. Quanto maior a quantidade de competidores, assimetria entre eles e a liberdade de estipulação de preço, pior é o cenário.
- Poder de barganha dos clientes - Qual o poder do cliente pressionar o preço para baixo? Normalmente uma software house tem um faturamento muito menor do que os principais clientes. Frases como "o nosso nome será ótimo para seu portfólio... baixa o preço então" são comuns. Desenvolvedores de sistema, em regra, encontram-se pressionados.
- Poder de barganha dos fornecedor - Qual o seu poder para pressionar os custos de fornecimento para baixo? No caso de uma software house, não creio que se tenha tanto poder contra a Microsoft, Macromedia ou a distribuidora estadual de energia elétrica :)
- Ameaça de novos entrantes - Qual a chance de entrada de novos competidores? Bem... já que basta apenas um computador e nenhum outro investimento devido a tolerância social em relação aos softwares piratas, novos competidores podem surgir facilmente todo dia.
- Ameaça de produtos substitutos - Qual a chance de uma nova modalidade de produto substituir aquilo que você fabrica ou serviço que você vende? Para ilustrar, um caso: imagine uma empresa de transporte de bondes do início do século passado que tenha perdido sua clientela para o transporte de ônibus. Qual seria um novo entrante para uma software houses? Produtos de grandes portais que criam sites automaticamente ou sistema de controle de conteúdo de código aberto?
A análise de Porter para uma software house não é muito estimulante. E pra blogs profissionais? Para alcançar bons resultados com monetização de blogs é necessário um misto de bons textos, conhecimento em Search Engine Optimization e bom relacionamento (ou efeito de provocação). Características difíceis de encontrar numa mesma pessoa.
Os cinco pontos analisados para blogs profissionais:
- Rivalidade entre competidores - Isto já foi muito discutido na blogosfera. Entendo que, enquanto a publicidade on-line crescer em escala com a quantidade de informação, não existirá uma competição, e sim uma alavancagem do modelo, mas no futuro existe o risco do efeito de redes em pirâmide: chega um ponto que o modelo satura.
- Poder de barganha dos clientes - Quem são os clientes? Analiso que os clientes são os sistemas de publicidade como o Google Adwords. O produto do Google é quase onipresente, mas o crescimento de novos competidores faz com que haja um diminuição de seu poder de estipular preços e políticas.
- Poder de barganha dos fornecedor - Quase a totalidade dos produtos usados pelos blogueiros para publicação são gratuitos. Barganha do fornecedor? Nenhuma.
- Ameaça de novos entrantes - Com três cliques cria-se um blog. Agora o conteúdo e conhecimento de SEO não são tão fáceis assim.
- Ameaça de produtos substitutos - O que viria a substituir a palavra escrita na internet? O Podcast? Não pegou. Os vídeos no celular, a TV por IP? Lembre-se que o tempo do "cliente" é único. Qualquer opção de lazer ou de informação é substituto.
Como qualquer produto de serviço ou venda, a originalidade e especialidade fazem a diferença. Uma software house pode ter grande sucesso se tiver foco em um nicho de mercado, em conhecimento agregado ao código, e/ou, ao utilizar os novos entrantes ao seu favor (porque não no lugar de vender a criação de código, vender o serviço de instalação de um software de código aberto?).
Vivendo e aprendendo... e compartilhando ;)
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4 comentários, 1 trackback
"Quer saber se a sua idéia de novo negócio é viável. Montar uma software house? Ser problogger?"
Muito obrigado pela visita em meu blog e pelo comentário.
Também quero agradecer pelo link que você colocou em seu blog.
Aproveitando a oportunidade, quero lhe dizer que inseri seu link junto ao blogroll do meu blog.
Tenha uma excelente quarta e muito sucesso.
Ao procurar um texto sobre assunto, encontrei o seu blog. Gostei, e o
coloquei como referência.
Obrigado pela indicação.
Glaydson Lima, Analista de Sistema, geek por genética, from Ceará, baixista por hora sem banda, paizão coruja, tímido para car****, linuxer da ala não talibã e estudante de Direito. Se quiser