| « Ser pai geek é... | Morro de medo do boot rápido » |
ACPM, vamos falar de ética e ilegalidade?
A ACPM é uma entidade que combate a pirataria no Brasil. Uma testa-de-ferro para esconder o nome de grandes grupos como Warner, Fox, Sony, Paramount e Universal, etc. Defende o direito sobre suas obras ultrapassando qualquer limite da cara-de-pau com sua propaganda de sermão. Me sinto alguém de uma turminha de coroinhas sendo chamado para receber o puxão de orelha de um padre. Aquela imagem do pai que é recriminado por sua ilegalidade de adquirir um produto pirata. O pai é feio, sujo e malvado, culpado pelos traficantes, pelos homicídios... enfim... toda mazelas do país são culpa daquele pai que comprou um produto pirata.
Eu não sou nenhum grande consumidor de produtos piratas, devo ter baixado no máximo 8 a 10 álbuns via internet e algumas episódios de séries que perdi na TV por assinatura que assino e nunca comprei conteúdo ilegal em camelô. Mas quem estas instituições pensam que são para me dar sermão quando tento assistir um vídeo que comprei ou aluguei legalmente na locadora? Quando se pretende dar lição de moral, ética e legalidade é importante se portar estritamente nos limites no qual deseja julgar as pessoas. Será?
Lei 8078 - Código de Defesa do Consumidor
Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal.
Sabe aquela "música da semana" da Rádio FM ou apresentação daquele cantor desconhecido no famoso programa de TV? O famoso Jabá? Pois bem, a senhora gravadora deveria informar que aquela apresentação é uma publicidade. Não fez, é ilegal. Será que há moral pra reclamar de outras condutas realizados por outras pessoas?
É a mesmo moral que o padre pedófilo vem dar sermão à sociedade sobre as virtudes do voto de castidade?
Quem quer dar lição de ética, que se comporte.
Endereço de trackback para este post
Trackback URL (clique direito e copie atalho/localização do link)
1 comentário
otimo texto direto e reto.